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Minha História

 
Confira a História de vida de Teresa Garcia
Minha história de amor com o artesanato é uma paixão antiga. Eu era ainda bem pequena, com uns cinco ou seis anos, ficava sentada ao lado de minha avó Dina costurando, embalada pelo "toc toc" do pedal da máquina de costura, ia enfiando em um fio comprido, botões de todas as cores, fazendo um lindo "colar". Mais tarde, depois de alguns anos e algumas centenas de metros de colar feitos com botões, carretéis e até mesmo macarrão, já me via apta a herdar da vovó retalhos coloridos. Assim passei a "confeccionar", sempre com a orientação carinhosa dela, roupinhas para todas as minhas bonecas e ficavam lindas.

No tempo da escola, tinha as aulas de trabalhos manuais e eu adorava alinhavar figuras, bordados como ponto haste, ponto cheio, ponto atrás, vagonite, ponto cruz, etc. Como se as aulas não bastassem, minha mãe comprava aqueles panos, que já vinham com o risco para bordar. Eu me divertia e minha mãe tinha uma coleção enorme de paninhos para enfeitar a cozinha e me incentivava expondo-os todos eles.

O tempo foi passando e terminei os meus estudos. Casei e já nesta época trabalhava como professora em uma escola de Educação Infantil, e mesmo lá, não abandonei o gosto pelo artesanato, aproveitava as datas comemorativas como dia das mães, dos pais, Natal e elaborava com os alunos os presentinhos e lembrancinhas. Por causa disso, fui promovida a professora de artes. Daí que descobri o sabor delicioso de ensinar e transmitir para aquelas pequenas mãozinhas os segredos do mundo das cores, texturas e materiais diversos.

Com o tempo vieram os filhos, três meninas, e com isso me vi obrigada a parar de trabalhar para dedicar-me a elas. Entre mamadeiras e fraldas, me peguei novamente procurando algo que pudesse fazer, sem esquecer do meu papel de mãe. Nesta época começaram a aparecer os famosos "Conguinhas" coloridos e surgiu-me uma idéia. Comprei alguns, no tamanho dos pezinhos das minhas princesas, e corta daqui, borda dali, elas tinham uma sapatilha digna dos pés de uma boneca.

A mãe de uma amiguinha das minhas filhas da escola viu as sapatilhas e me pediu para fazer igual para a filha dela. Foi a conta...Veio outra encomenda, mais outra, mais outra e o que era um simples hobby virou uma fonte de renda muito bem-vinda. Mas como sempre fui muito "novidadeira", como dizia minha mãe, não parei por aí. Depois, vieram as camisetas tingidas, bordadas com lantejoulas, o crochê, o tricô, o tricô a máquina e tudo rendia uns bons trocados.

Um belo dia viajei para a Alemanha e vi umas palmilhas para colocar dentro dos sapatos para aquecer os pés. As palmilhas eram feitas com lã de carneiro. Comprei uma, usei e adorei. Pronto! Lá estava eu querendo dar um jeito de confeccionar as palmilhas de lã de carneiro. Mas e o solado? Aonde eu iria encontrar o material necessário?
À procura pelo material e mexe e remexe, descobri aquela borrachinha maravilhosa chamada EVA. Foram pares e mais pares, centenas de pares das famosas palmilhas para aquecer os pés.

As palmilhas foram um dos trabalhos que mais me deram retorno financeiro. No entanto, uma coisa sempre puxa a outra. Quando todos já estavam com os pés quentinhos, resolvi fazer bolsinhas térmicas que podiam ser aquecidas no microondas e tinham aromas diferentes como lavanda e eucalipto. Elas também me deram um retorno significativo.

Mas um dia, comprando material para mais alguns pares, qual não foi minha surpresa quando vi o EVA colorido de todas as cores, maravilhoso. Foi amor à primeira vista.

No começo da minha vida de artesã foi um pouco difícil, pois comecei tão despretensiosamente que não imaginei que daria certo. A maioria dos materiais que fazia eu vendia por consignação. Então quando realizava a venda, a maioria perguntava se eu tinha nota fiscal e eu não tinha, e isso no começo dificultava este início empreendedor. Mas isso não me abateu e nem foi motivo para que eu parasse de fazer meus artesanatos em EVA.

De lá para cá, já se passaram 12 anos e eu não consegui mais parar com o artesanato em EVA. Além de criar e confeccionar, comecei a contaminar uma porção de gente com o vírus do artesanato.
Já dou aulas há cerca de oito anos. Conheci muita gente, fiz grandes amizades, aprendi muito e continuo aprendendo a cada aula, principalmente as lições de vida. Digo isso porque descobri ao longo deste percurso que muitas vezes o artesanato tem servido como terapia para muitas alunas. Além de aumentarem sua auto-estima, é uma troca de experiências enorme nas conversas que vão surgindo no decorrer do curso.

Eu fico extremamente satisfeita e recompensada quando vejo as minhas alunas, principalmente aquelas que estão começando, olhando para seu trabalho finalizado admirando-o e dizendo, "Nossa... Fui eu que fiz". Ou quando outra aluna me fala: "Professora, recebi uma encomenda enorme". São por estes e tantos outros motivos, que só tenho a agradecer a todos que de certa forma me ajudaram e me incentivaram a chegar até aqui.

O artesanato tem um lugar muito importante na minha vida. Além de contribuir financeiramente, é através dele que me sinto feliz de saber que de certa forma, estou ajudando pessoas. É muito gratificante poder transmitir o que sei ajudando minhas alunas a enxergar e a se descobrirem através de dons que até então elas não sabiam ter.
Sei que sou exigente em tudo o que faço ou ensino e digo sempre se alguma coisa merece ser feita, então que seja bem feita. Creio que se houver dedicação, amor e persistência, tudo é recompensado.

Não devemos esquecer que o artesão tem que acreditar no seu próprio valor, temos que mudar a idéia que as pessoas fazem do artesanato, que ele é um presentinho barato, sem valor. Muito pelo contrário. O produto artesanal é sempre feito com muito amor, muito carinho e muito capricho. Em cada criação depositamos um pouquinho de nós e esse tipo de energia não tem dinheiro que pague.

Durante este tempo que tenho me dedicado ao artesanato, aprendi muita coisa. Uma delas, a que considero principal e que torno a citar é "Tudo aquilo que merece ser feito, merece ser bem feito". Colocar em cada traço, em cada ponto, em cada pincelada que você der energia positiva. Faça tudo com amor e capricho. Tente sempre pensar que hoje você é melhor que ontem e assim a cada dia. Acredite que você vai vencer. Persiga seus objetivos todos os dias. Nunca desista, continue tentando. Contagie as pessoas com seu entusiasmo. Tire sempre lições de seus erros e acertos. Tente e depois me diga se desta forma o retorno acontece ou não!
Agradeço a oportunidade de poder contar um pouquinho da minha história, pois foi através dela que descobri, sem perceber, que estava fazendo a história se repetir. Ontem mesmo dei uma caixinha cheia de contas coloridas para meu neto se distrair, e parecendo um filme lá estava ele enfiando bolinhas coloridas em um fio....
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