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Minha História

 
Confira a História de vida de Mari Ferraz
O artesanato sempre esteve presente na minha vida desde a infância, pois minha mãe era professora de artes plásticas do SESC. Eu também era professora do segundo grau de duas redes de ensino: a municipal e a estadual. Lecionava filosofia e psicologia.

Tudo corria bem, estava casada e tentava, pela 25ª, engravidar. Consegui ficar grávida da Maria Eduarda! Esta gravidez foi a única que chegou até o final.
Resolvi fazer um curso de lembrancinhas de biscuit. Fiz todas as lembranças e o jogo de quarto de minha filha.

No sétimo mês descobri que a nenê tinha hérnia no diafragma. O médico falou que de cinco crianças, apenas uma sobrevive e por isso era para eu estar preparada. Não acreditava que isto pudesse acontecer, pois a esperança sempre estava presente. Infelizmente, a gravidez foi a termo.

Nunca mais voltei a exercer a profissão de professora, abandonei tudo, inclusive a mim mesma. Após a morte de Maria Eduarda deixei de viver e só faltava ser enterrada viva. Não comia, não tomava banho, não saía da cama. Fiquei desse jeito durante uns seis meses.

Meu marido não sabia mais o que fazer. Ele me dava banho na cama, me alimentava à força, mas em nenhum momento desistiu de mim e sempre dizia que tinha algo muito bom reservado para nós lá no fim do túnel. Ele falava: "Você não está enxergando? Tem uma luz bem fraquinha lá no fim, faça uma força para enxergar".

Quando chegou novembro meu marido e os nossos colegas de escola fizeram um mutirão, elaboraram uma lista enorme de presentes de Natal para os amigos e familiares e decidiram que todos os presentes seriam de biscuit, feitos por mim. Eles tinham certeza de que isso me tiraria da depressão.

O Zeca, meu marido, após o trabalho chegou em casa, foi até o quarto, abriu a cortina, me beijou e disse: "Hoje você precisa sair da cama e ajudar nossos amigos, pois eles querem que você faça os presentes de Natal para eles. Todos contam contigo".

A princípio não aceitei e continuei na cama. No dia seguinte ele trouxe todos os materiais e fez as massas de biscuit para mim. Dizia: "se você quiser faça os biscuits sentada na cama". Comecei assim, sentada na cama, sem vontade, quase obrigada. Dois dias depois, lá estava eu de pé, comendo e fazendo as coisas que tinha deixado de fazer há seis meses. Confeccionei todos os pedidos dos amigos e depois disso, as encomendas não pararam mais. A partir daí, não larguei mais o biscuit. Era ele que me alimentava e que me dava vontade de continuar vivendo.

Durante os seis primeiros meses, o mais curioso era que todas as encomendas que eu pegava eram de recém-nascidos. Na primeira, fiz todo o trabalho chorando e lembrando da minha Maria Eduarda que tinha partido, na segunda já foi mais fácil. Percebi que o biscuit me ajudou a superar minha perda e que representava a força para eu conseguir o que desejava.

Comecei a fazer feiras de artesanato, logo depois abri meu ateliê e hoje tenho alguns funcionários. Dou cursos e vendo para 89 lojas no Brasil e 19 no exterior. Vivo exclusivamente do artesanato e das peças de biscuit que produzo.

Acredito que dá para viver apenas do artesanato. Se você souber comprar sua matéria- prima e fazer os cálculos de custo-benefício, você consegue administrar seus ganhos. Devemos pensar que o artesanato não deve ser apenas um hobby ou um passatempo, mas um negócio e bem rentável. As pessoas deveriam se especializar e saber que o artesanato hoje movimenta cerca de 28 bilhões por ano, o que corresponde a 2,8% do PIB nacional.

Aí vai minha dica: aperfeiçoamento contínuo. Todos os dias você está aprendendo, nunca você sabe tudo. Por isso, acho o máximo os programas de TV voltados para o artesanato, como o Arte Brasil, um programa maravilhoso que ajuda a dona-de-casa que não pode sair para fazer cursos e aprende através das técnicas apresentadas no programa. Outra dica: assista ao Arte Brasil, aprenda as técnicas e dicas dos artesãos e nunca esqueça de fazer tudo com amor.

Hoje não sei mais o significado da palavra depressão, sei apenas que tudo o que acontece em nossas vidas tem um significado e devemos olhar todos os sinais que ela nos mostra. Sem o apoio de meu marido, o Zeca, eu não existiria hoje, ele é um companheirão, amigo de todas as horas. Foi a pessoa que me incentivou a viver e a trabalhar com o biscuit. Tudo o que sou hoje, devo a ele.

Quero aproveitar a oportunidade e deixar registrado o amor e admiração que tenho por meu marido e agradecer por tudo o que ele fez e ainda faz por mim.
Aproveito também para deixar um recadinho: o biscuit é uma massa mágica, quem nunca fez, experimente. Não precisa ser algo comercial, faça por brincadeira e você sentirá os benefícios que ele trará para sua vida!
 
A cada mês vamos conhecer a história de vida de um artesão! Conte você também a sua história, envie-nos um e-mail. artebrasil@programaartebrasil.com.br


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